Sobre cinza


Como futuro arquiteto e URBANISTA, eu me sinto na obrigação de ter uma pequena conversinha sobre o assunto cidades e urbano. Eu vou tentar ser leve no assunto, até porque eu sou mais próximo da arquitetura do que do urbanismo, ainda como estudante.

Arquitetura e Urbanismo que estão tão interligadas que as vezes é difícil separar uma da outra. Eu sou mais próximo da arquitetura porque eu acredito que seja mais simples e controlado criar esse tipo de espaço. Até porque o que eu acredito que os espaços urbanos devam ser criado pelas e para as pessoas que frequentam o lugar.

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É chamado de Place Making esse tipo de técnica onde nos apenas damos o subsídio para as pessoas transformarem o local de acordo com o prazer das pessoas que frequentam o lugar. Essas pessoas são as moradoras do bairro, os estudantes da escola, as pessoas que trabalham no entorno.

O motivo dessa conversa toda são as intervenções urbanas propostas pelo atual prefeito de São Paulo, Dória. Se você lê o jornal ou rola o feed do Facebook deve ter visto pelo menos uma postagem ou matéria sobre o assunto. A ideia do Dória é apagar todos os graffiti da cidade com uma tinta cimentícia cinza. Com a intenção de deixar a cidade mais bonita (?).

Eu fico me perguntado bonita? Pra quem? No meu entendimento, o graffiti (pichação não) são uma forma de manifestação cultural, tanto que é comum chamarmos de “urban culture”, arte urbana. Elas pra mim são o mais puro manifesto de arte, porque são pessoas que trazem alegria a cidade onde elas vivem. Enchem ela de cor, e de humanidade. Transformam os vazios de uma fachada cega ( parte de um prédio que não tem abertura, portas, ou janelas) em uma imensa obra de arte.

Viva a arte de rua de SP ❤👏 Viva o Grafite foto @osgemeos #grafite #artederua #streetartist #osgemeos

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Além disso apagar a cultura urbana é apagar a sua identidade. É apagar sua história, por favor não deixem isso acontecer na cidade que você mora. Incentive esse tipo de artista, porque no final você só sai ganhando. Vai ter uma cidade toda colorida e bonita. Esse tipo de intervenção ainda pode gerar renda através do turismo. Por favor, não deixe o graffiti morrer, não deixe o graffiti acabar.

Aperfeiçoamento.


Dando continuidade ao “The Fearless Project”. Hoje eu vou falar um pouco sobre o aperfeiçoamento do meu gosto músical. É nesse momento que você deve estar se perguntando o que cargas d’agua gosto musical tem a ver com projeto em geral. Bem, da minha parte tudo. Pois sou do tipo que me inspiro em música para fazer tudo na minha vida.

De um tempo pra cá, depois de conhecer uma pessoa, meu gosto musical se apefeiçoou drasticamente. Já fazia um tempo que eu queria ouvir mas rap e hip-hop. Ah , mas é só pegar e escutar. Não, não é só parar, enviar os fones no ouvido e sair por aí. Tem coisas que você tem que aprender. Tem que ser um artista que rola a identificação e tal.

Como já havia um tempo que eu estava pensando em me aprofundar nesse estilo eu fui. Daí comecei a ouvir mais Jay-Z, por motivos de proximidade. E foi aí que rolou uma identificação. Depois fui pra Nicki Minaj e Drake  –e como é estranho escrever o “e”e não “and”. Acho que uma das coisas que me deixa com um pouco de receio é pois não consigo cantar sem ter uma parada respiratória– vida que segue né?

O que tudo isso tem a ver com o “The Fearless Project”, bem era um estilo que tinha medo de ouvir, sabe? Eu sou extremamente pop, e pra mim é um estilo agressivo, mas no final tenho curtido. Além disso foi um modo de eu tentar me aproximar da realidade do Projeto de Habitação de Interesse Social. Porque como muitos sabem, o berço desse tipo de música é o gueto. Pessoas que viveram em condições ruins e hoje estão no topo do mundo. Não vou te dizer que não fiz o mesmo com o funk, porque bem, eu fiz. Hoje no Brasil a gente vive um momento de ascenção e aceitamento do estilo musical, o que me deixa muito orgulhoso. E pode ter certeza que isso está no meu projeto.

Se você também se aperfeiçoou em alguma coisa, se está fazendo o possível pra mudar o que você sente medo, ou não gosta, por favor não esqueça de comentar aqui em baixo a sua experiência. Vai ser muito importante pra mim. Nos falamos em um próxima vez! Até breve 😜

Porque não tem post?


Galerinha, lembra que nesse post aqui eu disse que Eu sou péssimo com promessas? Pois então, eu não estava brincando. Pelo contrário eu estava falando muito sério.

Desde outubro que eu não posto nada aqui, e não é porque falta assunto não, porque tem até muito. O que falta é tempo e disposição. Tudo bem, quando a gente faz o que gosta a gente não sofre e tal. O que é totalmente verdade, amo escrever, sério. Sinto muita falta disso, mas eu ODEIO editar os posts. Então tem uma penca de post escrito, mas sem imagem. Pois eu sei que também é um saco ler um monte de texto sem ter uma imagem ou GIF pra dar aquela quebrada no textão. 

Pra quem não sabe, minha faculdade também voltou e o que acaba comendo muito do meu tempo e das minhas ideias. Se você está pensando em colocar arquitetura como opção no Sisu, lembre-se que essa faculdade vai ser um grande buraco negro que vai sugar sua vida, mas em compensação vai fazer você ver a vida de uma forma diferente.

É aí que eu tenho uma pequena novidade, mas que eu não quero causar o auê muito grande. Pra quem me acompanha, sabe que eu divido as coisas aqui no blog por projetos. E na minha vida também é assim. Então, nesse quinto semestre de arquitetura eu resolvi inaugurar o “The Fearless Project” e eu estou com a intenção de ir postando as coisas do projeto aqui no blog. Pra eu tentar perder esse medo que eu tenho de fazer habitação de interesse social e uma coisa mais em conta. Além de tentar aproximar esse blog mais com a minha vida. Que tem ficado meio distante né? Pois então é isso.

Vejo vocês em breve!

Eu sou péssimo com promessas


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Faz algum tempinho que eu não sento aqui e escrevo sobre mim. Talvez isso seja a coisa mais errada que eu tenha feito nos últimos tempos. E mais um vez eu estou aqui pedindo desculpas, pra você que tá lendo isso e se você me acompanha aqui já merece isso mais do que tudo.

Só tem um problema com esse pedido de desculpas. Eu faço isso de novo e aí eu ferro com todo o meu projeto de novo. E isso é muito errado pra mim, quanto pra qualquer outra pessoa. Não importa, eu vou ser sincero com você que está lendo isso daqui.

Eu prometi que eu ia fazer mais colunas no blog, que ia postar mais, ia mostrar mais da minha vida pra vocês. Ok, eu fui a Bienal e no Rock in Rio e fiz mais post. Mas eu ainda não tenho feito o suficiente. E o maior culpado disso sou eu. Eu não consigo cumprir a promessa de cuidar disso daqui mais. O projeto do meu blog é muito importante pra mim.

Esse post é imenso e cheio de #mimimi, se você não tiver afim, clique no leia mais e vá direto ao resumindo 😜

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Rock in Rio e uma semana muito bagunçada


Oi Galerinha. Eu já começo pedindo desculpas por essa semana que foi uma loucura e por isso eu não postei. Aliás as ultimas semanas tem sido assim, mas já está tudo voltando ao normal, então me desculpe.

Bem como eu anunciei em muitos, no sábado eu fui no Rock in Rio assistir a volta aos palcos da Rihanna. Então como eu fiz da ultima vez eu vou contar aqui um pouquinho de como foi o Rock in Rio no geral, okay?

Primeiro que os meus planos para o festival já deram errado logo de inicio porque não consegui ir no dia do Queen. O que me deixou bem pra baixo. Infelizmente isso são coisas da vida e que a gente tem que aprender a conviver.

Eu tinha tudo planejado pro dia da Rihanna, eu ia pro Rio um dia antes, ia dormir na casa de um colega. E no outro dia íamos para a Cidade do Rock. Esse plano foi por água abaixo porque o meu colega teve alguns problemas e teve que cancelar. Fiquei um pouco preocupado com a situação. Quem não ia ficar não é? Mas acabei resolvendo.

No dia 26, eu saí da minha cidade de madrugada que fica aproximadamente a 4 horas do Rio.  Fui de carro, contei o problema que tive pro meu pai e ele disse que poderia me levar de carro e assim fomos. Fiz um playlist com umas músicas de viagem e seguimos até o Rio. Meu irmão foi junto, uma coisa meio viagem de família o que eu achei super legal. Fazia tempo que não tinhamos um programa assim.

Cheguei ao Rio por volta de uma 7 da manhã. Passamos na praia, mesmo eu não gostando. A praia da Barra é uma das minha preferidas por ter pouca gente e o mar ser lindo. E ficamos lá até umas 11 horas, quando eu resolvi ir no Starbucks, o que acabou não acontecendo.

Por volta do meio dia e meio, resolvi ir pro Terminal da Alvorada pra pegar o ônibus que me levaria até a cidade do Rock, tinha algumas filas, e você tem que andar muito até chegar na entrada do festival, com isso cheguei ao portão faltando uns quinze minutos para as 2 horas – horário de abertura.

Quando finalmente botei o pé no evento já eram quase 3 da tarde. Estava bastante quente. Eu queria muito ir nos brinquedos dos parques de diversão. E esse ano a organização do evento disse que não seria necessário enfrentar filas porque o horário poderia ser agendado por um aplicativo. E adivinha tinha fila pra marcar hora. Me senti indo marcar uma consulta no SUS. Dei uma volta em todo o Rock in Rio pra ver a estrutura dos palcos e das coisas. Nada tinha mudado muito da ultima edição para essa.

Aborrecido ainda com a fila resolvi comprar algo pra comer. Comprei e fui direto pra palco mundo marcar o meu lugar. Porque não tinha mais nada lá que me interessasse. Então fiquei na frente do palco de 4 horas da tarde até o final dos shows. O bom é que deu tempo suficiente pra fazer amizades com o pessoal que tinha vindo de Brasília pra assistir o festival e que me fizeram companhia, já que novamente eu fui no  festival sozinho.

#tbt Rock in Rio

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O show do Lulu Santos começou as 7 horas em ponto. E o cara foi incrível, ele tem uma energia muito boa. E quando ele trouxe o Mr. Catra pro palco e todo mundo começou a gritar “Uh Papai Chegou” foi muito incrível. Outro ponto positivo do show foi o posicionamento do Lulu quanto ao que o congresso definiu como família. Eu particularmente acho incrível quando um artista faz isso.

A Sheppard entrou com atraso depois de algumas vaias. Entretanto compensaram isso com um show animado, e cheio de energia. Dava pra perceber o quanto eles estavam felizes de tocar ali. Eu particularmente só conhecia a música “Geronimo”, mas eles fizeram todos aprender as músicas rapidamente. E cantamos em coro.

Say Geronimo! Say Geronimo!

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O Sam Smith, como um bom Britânico começou o seu show da hora. E pra mim foi o artista revelação desse Rock in Rio. Eu sabia as música, e fiquei maravilhado como ele conduz o show. Como pediu pra cantarmos juntos. Com a sua potência vocal – que não chega nem aos pés do que Jessie J fez no ultimo festival– mas mesmo assim e deixou boquiaberto. E eu gosto de show assim, que faz a gente virar fã logo depois de assistir. Então, parabéns Sam Smith e Muito obrigado.

Rihanna, acho que virou tradição você se atrasar no Rock in Rio né? Meia hora de atraso, porque as pessoas não conseguiam acertar o maldito telão do palco – que não acrescentou em nada o show. Críticas e atrasos a parte, quando música começou a tocar a Rihanna colocou os pés naquele palco nada mais importava. O show mais esperado da noite tinha começado e todos estavam atentos. Rihanna, estava com um visual bastante exótico e incrível para aquela noite. Muita fumaça e uma seleção dos melhores hits da sua carreira tocaram. Eu até então não tinha visto fãs não assíduos quanto os delas. As vezes era difícil ouvir da Rihanna cantando de tanto que os fãs cantavam alto as músicas. Levaram notas de dólar com a cara da Riri estampada e jogaram em Bitch Better Have Money.  O que foi incrível. Queria muito ter tirado fotos mais o meu celular descarregou e não consegui e as pessoas com quem eu assisti o show ainda não me enviaram, fico devendo okay?

No mais foi isso, passei um pouco de dificuldade pra achar meu pai com o celular descarregado depois do show, a minha sorte é que eu consegui uma carguinha em um quiosque. A viagem de volta pra minha cidade eu fiz toda dormindo, porque estava exausto. Além de boas memórias o Rock in Rio me deixou uma infecção intestinal que foi o motivo do meu sumiço essa semana por que passei muito mal.

Bem, espero compensá-los com mais posts essa semana e espero que tenham gostado. Deixe seu comentário aqui em baixo e vamos conversar um pouco.

 

Dicas para quem vai no Rock in Rio


O Rock in Rio se aproxima e a cada dia que passa eu fico mais ansioso para que ele chegue. Se você assim como eu vai no festival, mas é a primeira vez aqui vão algumas dicas para você aproveitar ainda mais o festival:

1- Use Roupas Leves e Confortáveis

Weekend Style. @UO_Losangeles #ootd #UOMens #UOonYou #UORoadTrip

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Acho que essa é a regra essencial se você vai para qualquer festival no mundo. Ter um roupa confortável e leve é o mínimo. Eu sei que todo mundo quer aparecer bonito nas fotos que vão tirar, afinal é um evento não é? Mas isso não significa que você tem que ir com o seu melhor sapato e que não é o mais confortável do seu guarda roupas. Ou então ir com aquela camisa ou blusa que não é confortável e/ou quente. Lembre-se que lá faz calor pra caramba e que você vai estar rodeado de pessoas o tempo todo.

Por fim eu recomendo  bermuda, camiseta e o tênis mais confortável que você tenha porque você vai ficar muito tempo em pé e vão pisar nele – bastante.

2- Beba água e se for ficar no meio da multidão leve uma mochila pra guardar algumas.

Lembre-se que o Rio é muito quente, e você vai estar rodeado(a) de pessoas e as vezes o calor vai ficar insuportável e você precisa beber água. Se você é dos que quer ficar muito perto do artista e vai passar horas esperando na grade também não esqueça de beber água e se você ficar com medo de fazer xixi e perder seu lugar, lembra que é pior passar mal e não poder ver o show. Afinal o festival é pra se divertir. Já você que quer ficar no meio da multidão também é importante é levar uma cochinilha para que você possa guardar alguns copinhos de água. Porque dependendo do lugar que você ficar os vendedores não vão te alcançar e você pagará o que for necessário por um copo d’água – que já não é muito barata.

3-Chegue Cedo

Esse conselho é vale pra se você estiver indo pela primeira vez e em apenas um dia. Porque assim você conhece toda a Cidade do Rock. Visita todos os palcos, e não deixe de ir na Rock Street é muito legal, mesmo. Além disso dá pra você curtir outras atrações, andar de roda gigante, ver e conhecer outra pessoas. E quem sabe tirar foto com algum famoso ou alguém que você admira. Em fim você vai poder curtir tudo o que o Rock in Rio pode te oferecer, inclusive descansar na grama. Eu fiz isso e é muito legal.

4- Óculos escuros e Protetor Solar

disponível em: https://41.media.tumblr.com/a740cd57322f1a18a3f0da7951b731b2/tumblr_nuouyox8Mb1tny8mbo1_500.jpg

Vale a pena lembrar que os portões abrem a tarde e se você for passar o dia lá é melhor estar protegido do sol. Afinal você vai ver o pôr-do-sol no Rio de Janeiro – se você que está lendo isso for do Rio tá de parabéns e a vida segue, mas eu sou do interior e acho o Sol se pondo aí incrível.


5- Cuidado com seus pertences

Ready to be back on campus? A must-have essential: Herschel backpacks. 📷 @norcuevas | #UOMens #UOonCampus | @UOSanfrancisco

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É sempre bom ter cuidados com o seus documentos e seu celular. Deixe-os nos bolsos da frente. Se for levar bolsa, deixe a sempre onde os olhos possam ver e cuidado redobrado se for andar com elas nas costas. Se você for levar a cochinilha que eu disse acima guarde nela somente os copos d’água para não acontecer nada.

Espero que vocês tenham gostado. E se alguém já tiver ido e tiver mais dicas deixe aqui nos comentários. Já se for sua primeira vez me conte se você está ansioso e o que espera do festival aqui em baixo também.😜