Abramovic, Bauman e MASP. Não necessariamente nessa ordem


 

Bauman me veio na cabeça ao ler essa matéria. De longe, ele é o sociólogo que mais respeitei em minha vida. Entretanto, há uma fala recorrente dele que o mal da nossa sociedade está na internet. Eu sempre contestei. “Como o mal? Bauman, a internet fez a Primavera Árabe acontecer!” Se você não sabe o que é primavera árabe volte três casa, abra uma nova aba no seu navegador e use o google, por favor. Ou melhor eu já fiz por você é só clicar aqui.

Hoje, só hoje, eu entendi o que ele fala, como somos seres sociáveis e precisamos de estar com outros seres humanos fisicamente e não só virtualmente. A verdade me doi tanto, que eu tive que escrever sobre isso.
Nós sabemos que o Brasil não é o país mais erudito do mundo, não lemos, não vamos ao teatro, não vamos ao cinema, não falamos de arquitetura. Eu sei disso porque na minha familia dá pra ver isso. Quando meus familiares vão a um museu eles não estão interessados nas obras de arte, e sim tirar fotos. Meu irmão não gosta muito de ler, e quando lê Assassin Creed eu ainda acho legal porque está lendo. Minha mãe ficou feliz ao comprar uma Smart Tv e ela poder ver filmes e séries. Agora a gente muito mais assunto pra conversar do que tínhamos antes. Essa é a realidade de uma familia que mora numa cidade de interior com 15 mil habitantes. Onde nem a iniciativa privada, muito menos o poder público tem a iniciativa de trazer lazer para as pessoas. O costume é ir a Praça, jogar conversa fora e comer pipoca ou batata frita. Não temos festivais de música, não temos cinema, não temos nem cuidado com o nosso patrimônio. Temos uma biblioteca, graças a Deus temos uma biblioteca, porque se você pensa que aqui temos livraria? Não, não temos. Se quisermos ir a algum desses lugares temos que pegar um ônibus e ir até a cidade mais próxima.
Agora voltando a matéria do MAM SP… Eu vi pessoas indignadas com a tal perfomance. Mas se você ler o porquê dessas pessoas indignadas, é porque uma criança acompanhada pela mãe foi lá e tocou o corpo de um homem nu. Como sabemos disso? Por causa de um video que circulou pela internet, que segunda a própria matéria do Jornal, foi tirado do seu contexto original. Ainda segundo o jornal, a exposição alertava os visitantes através de um aviso o conteúdo da exposição. Se a mãe levou permitiu que a criança visse e participasse da exposição é um mérito que eu não me acho do direito de entrar.

 

O problema está em fechar um museu inteiro, só por causa de uma exposição que foi seguiu todos os protocolos. É desmerecer arte por isso. Você pode contestar o que é arte, se a performance é arte. Faz parte do processo. Só não deixe de pesquisar antes, ir a museus, ler. Eu fiz isso e o meu post no meu facebook mostra um pouquinho do meu processo de admiração pela obra de Marina Abramovic

 

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Idealize menos, faça mais!


Você já parou para pensar o quanto nos inspiramos em outras pessoas e dizemos “eu queria ter uma vida dessa!”, “Olha que sonho fazer isso”. Eu particularmente faço muito isso. E não é inveja é apenas admiração por tal estilo de vida ou pela pessoa mesmo.

A minha pergunta é:

O que me impede de tentar fazer alguma coisa parecida?

Ás vezes, eu na maioria do tempo, crio situações ideias na minha cabeça que envolvem ter as coisas, ter alguém. Tudo isso que usualmente eu não tenho. E isso é um saco, porque eu já tenho um monte de coisas e sou grato por elas. Mas pelo visto isso não basta. Eu tenho que começar a usar elas.

Eis que ultimamente eu tenho visto muito o instastories do @fepacheco e fiquei impressionado em como ele trabalha em parques ou em bares. E bem, eu queria fazer isso, mas parecia tão distante. P A R E C I A….

Então eu percebi que não é algo tão difícil. Nesse exato momento eu estou sentado no gramado da faculdade com meu notebook escrevendo isso daqui e curtindo um pouco da vida que eu tava querendo. Não. Não são os parques de Berlim, mas é o que eu to tendo e vamos combinar que a grama e o sol daqui são bem parecidos com os lá né?

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Eu só queria dizer pra você que:

Não deixe de fazer as coisas que você deseja porque não é da forma que você idealizou. O segredo de sentir bem é simplesmente fazer!

Sobre cinza


Como futuro arquiteto e URBANISTA, eu me sinto na obrigação de ter uma pequena conversinha sobre o assunto cidades e urbano. Eu vou tentar ser leve no assunto, até porque eu sou mais próximo da arquitetura do que do urbanismo, ainda como estudante.

Arquitetura e Urbanismo que estão tão interligadas que as vezes é difícil separar uma da outra. Eu sou mais próximo da arquitetura porque eu acredito que seja mais simples e controlado criar esse tipo de espaço. Até porque o que eu acredito que os espaços urbanos devam ser criado pelas e para as pessoas que frequentam o lugar.

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É chamado de Place Making esse tipo de técnica onde nos apenas damos o subsídio para as pessoas transformarem o local de acordo com o prazer das pessoas que frequentam o lugar. Essas pessoas são as moradoras do bairro, os estudantes da escola, as pessoas que trabalham no entorno.

O motivo dessa conversa toda são as intervenções urbanas propostas pelo atual prefeito de São Paulo, Dória. Se você lê o jornal ou rola o feed do Facebook deve ter visto pelo menos uma postagem ou matéria sobre o assunto. A ideia do Dória é apagar todos os graffiti da cidade com uma tinta cimentícia cinza. Com a intenção de deixar a cidade mais bonita (?).

Eu fico me perguntado bonita? Pra quem? No meu entendimento, o graffiti (pichação não) são uma forma de manifestação cultural, tanto que é comum chamarmos de “urban culture”, arte urbana. Elas pra mim são o mais puro manifesto de arte, porque são pessoas que trazem alegria a cidade onde elas vivem. Enchem ela de cor, e de humanidade. Transformam os vazios de uma fachada cega ( parte de um prédio que não tem abertura, portas, ou janelas) em uma imensa obra de arte.

Viva a arte de rua de SP ❤👏 Viva o Grafite foto @osgemeos #grafite #artederua #streetartist #osgemeos

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Além disso apagar a cultura urbana é apagar a sua identidade. É apagar sua história, por favor não deixem isso acontecer na cidade que você mora. Incentive esse tipo de artista, porque no final você só sai ganhando. Vai ter uma cidade toda colorida e bonita. Esse tipo de intervenção ainda pode gerar renda através do turismo. Por favor, não deixe o graffiti morrer, não deixe o graffiti acabar.

Oi 2017!


Já se vão 10 dias desde que 2017 começou. D E Z  dias… O tempo voa não é mesmo? A gente tava brindando o ano novo ontem. Fazendo várias promessas de fazer as coisas diferentes. Acabou que eu fiquei na mesma. Não comecei nada no dia primeiro, porque todo dia é ano novo, todo dia é dia de seguir em frente e começar uma coisa nova!

Eu perdi o meu hábito de ler e escrever. Perdi mesmo. No nosso dia-a-dia as coisas vão ocupando espaço. Então, quando nos damos conta, já viraram um monstro e estão ocupando a nossa vida toda. Pensando um pouco nisso, eu coloquei nas minhas metas de 2017 escrever mais… Tá não aconteceu ainda aqui mas estamos aprimorando o processo.

Pra tentar criar novamente o hábito de escrever eu tenho usado a regra dos 5 minutos. Eu anotei sobre isso em meu caderno pra sempre lembrar e minha amiga também achou interessante. Então  eu resolvi escrever sobre esse truque que eu tenho usado muito.

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A regra do 5 minutos funciona assim: Quando você tiver que fazer algo mas não está nem um pouco afim você diz – eu prefiro dizer porque parece mais real, mas você pode pensar: Eu vou fazer tal coisa por 5 minutos e depois eu faço o que eu quero. Por exemplo: Vou escrever alguma coisa por cinco minutos e depois eu assisto meu seriado. Acaba que as vezes você gasta muito mais do 5 minutos e cumpre uma tarefa. O legal dessa regra é que você acaba percebendo que na verdade você só precisa de um começo, depois as coisas fluem normalmente.

Eu só espero que seu 2017 seja cheio de coisas boas e realizações, principalmente aquelas de 5 minutinhos…

Tchau 2016!


Esse é o último post de 2016, um ano que infelizmente eu não postei muito, desculpem. Acho que para a grande maioria esse ano não foi lá dos melhores não é mesmo? Um monte de gente legal morrendo. O nosso país e o mundo passando por drásticas mudanças e situações complicadas. O dinheiro da gente sumindo… Não foi um ano fácil. Não foi mesmo. Só que eu sei que tem coisas boas no seu ano também! E esse ano eu fiz um monte de coisa legal que não deu pra contar pra vocês então eu vou tentar resumir tudo aqui.

Em 2016 eu tive experiências incríveis na faculdade! Por mais que eu tenha feito três períodos em um ano, o que me deixou bem cansado e ocupado, eu fiz grandes coisas. Fui acolhido no melhor grupo de Projeto 6 (vou escrever PA as vezes e significa projeto tá?). Sério, o maior grupo que você respeita! A gente fez o projeto mais bacana da vida. Eu tive uma liberdade criativa que olha eu nunca tinha visto antes na faculdade. Eu cantei sertanejo, funk e por aí vai. Criei uma nova perspectiva de mundo. Então obrigado a todas as envolvidas e o envolvido. No Projeto 7 foi o match perfeito de ideias. Sério, ter um grupo que te entende sem precisar muita explicação e que impulsiona a ser melhor, tem algo mais incrível do que isso? Definitivamente não! Obrigado a todos os envolvidos novamente!

O lado bom de fazer arquitetura é que de vez em quando rola umas fotinhas bacanas do trabalhos. #vascocam

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Não foi só nas aulas que eu cresci… Em 2016 eu tive meu primeiro artigo acadêmico publicado, e foi em nível internacional. Tive também mais alguns trabalhos aprovados. Por mais que eu não tenha conseguido ir pra Buenos Aires pra apresentar o trabalho, eu fui muito bem representado pela equipe que eu faço parte, obrigado. Mas não parou por aí ainda viajei pro Rio de Janeiro pra realizar um “workshop” e o meu Instagram agradeceu.

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Por falar em Instagram… Eu tive pouco presente por aqui mas por lá tá sempre tendo foto nova. Então eu separei algumas pra vocês verem! Se quiser é só me seguir lá

Em 2016 foi um ano de chegadas e despedidas… Já faz algum tempo desde que eu entrei pra minha primeira faculdade. Então nessa altura do campeonato tem uma penca de gente se formando e seguindo o seu caminho, coisas da vida. E muitas das vezes foi muito difícil esse adeus. Um dos mais difíceis foi de uma pessoa que me chamou de amigo e eu fiquei tão feliz por isso que na sua cartinha de despedida eu só pude escrever “I hate this part right here…”. Chorei a cada uma dessas despedidas. Mas eu comemorei cada chegada também! De amigos que estavam longe, em intercâmbio e que faziam a maior falta. Tenho que agradecer quem chegou com tudo na minha vida também, conheci um tanto de gente especial esse ano que vocês nem fazem ideia. Obrigado.

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Se tem uma coisa que eu tenho que dizer OBRIGADO foi quem me aturou esse ano. Mesmo, vocês são incríveis. Porque nesse ano teve bastante festinha na faculdade sim, tem pré-carnaval, teve comemoração de aniversário, teve chococulto, teve baladinha… Teve várias quedinhas! (alguém ainda usa quedinha em 2016?)

#TeamLEAUD aquele prazer de trabalhar com essas pessoas maravilhosas durante esse ano ❤️

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Aquele momento que refletimos sobre a arte e obra de Burle Marx #reflection #vascocam

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I don't know about you but I feeling 22… #4/4

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No meio de tanta coisa ruim tá vendo quanta coisa boa ainda eu consegui fazer? Mas e você? O que você fez de bom em 2016?  Tá preparado para 2017?

FELIZ ANO NOVO!

 

#Cover: Medo Bobo de Jão


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Nesse tempinho que eu fiquei fora muita coisa mudou. Acho que o primeiro passo vem através desse cover. É claro que eu não sou um grande fã de sertanejo. No entanto de alguns meses pra cá tenho ouvido alguns e eu simplesmente amo a música Medo Bobo que originalmente foi gravada por Maiara e Maraísa, e ficou ainda melhor na releitura do Jão.

Então eu resolvi compartilhar com vocês uma das músicas que não saí da minha lista de tocas recentemente. O Jão tem um canal no youtube que além de fazer covers maravilhosos ainda faz uns mashups que eu vou te contar são o maior amorzinho ❤ Separei uma da Anitta com Kelly Key porque é um que eu sempre mostro pros meus amigos.

Ah e ele ainda tem uma conta no Spotify onde você pode ouvir e adicionar nas playlists do amô!