Sobre cinza


Como futuro arquiteto e URBANISTA, eu me sinto na obrigação de ter uma pequena conversinha sobre o assunto cidades e urbano. Eu vou tentar ser leve no assunto, até porque eu sou mais próximo da arquitetura do que do urbanismo, ainda como estudante.

Arquitetura e Urbanismo que estão tão interligadas que as vezes é difícil separar uma da outra. Eu sou mais próximo da arquitetura porque eu acredito que seja mais simples e controlado criar esse tipo de espaço. Até porque o que eu acredito que os espaços urbanos devam ser criado pelas e para as pessoas que frequentam o lugar.

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É chamado de Place Making esse tipo de técnica onde nos apenas damos o subsídio para as pessoas transformarem o local de acordo com o prazer das pessoas que frequentam o lugar. Essas pessoas são as moradoras do bairro, os estudantes da escola, as pessoas que trabalham no entorno.

O motivo dessa conversa toda são as intervenções urbanas propostas pelo atual prefeito de São Paulo, Dória. Se você lê o jornal ou rola o feed do Facebook deve ter visto pelo menos uma postagem ou matéria sobre o assunto. A ideia do Dória é apagar todos os graffiti da cidade com uma tinta cimentícia cinza. Com a intenção de deixar a cidade mais bonita (?).

Eu fico me perguntado bonita? Pra quem? No meu entendimento, o graffiti (pichação não) são uma forma de manifestação cultural, tanto que é comum chamarmos de “urban culture”, arte urbana. Elas pra mim são o mais puro manifesto de arte, porque são pessoas que trazem alegria a cidade onde elas vivem. Enchem ela de cor, e de humanidade. Transformam os vazios de uma fachada cega ( parte de um prédio que não tem abertura, portas, ou janelas) em uma imensa obra de arte.

Viva a arte de rua de SP ❤👏 Viva o Grafite foto @osgemeos #grafite #artederua #streetartist #osgemeos

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Além disso apagar a cultura urbana é apagar a sua identidade. É apagar sua história, por favor não deixem isso acontecer na cidade que você mora. Incentive esse tipo de artista, porque no final você só sai ganhando. Vai ter uma cidade toda colorida e bonita. Esse tipo de intervenção ainda pode gerar renda através do turismo. Por favor, não deixe o graffiti morrer, não deixe o graffiti acabar.

Oi 2017!


Já se vão 10 dias desde que 2017 começou. D E Z  dias… O tempo voa não é mesmo? A gente tava brindando o ano novo ontem. Fazendo várias promessas de fazer as coisas diferentes. Acabou que eu fiquei na mesma. Não comecei nada no dia primeiro, porque todo dia é ano novo, todo dia é dia de seguir em frente e começar uma coisa nova!

Eu perdi o meu hábito de ler e escrever. Perdi mesmo. No nosso dia-a-dia as coisas vão ocupando espaço. Então, quando nos damos conta, já viraram um monstro e estão ocupando a nossa vida toda. Pensando um pouco nisso, eu coloquei nas minhas metas de 2017 escrever mais… Tá não aconteceu ainda aqui mas estamos aprimorando o processo.

Pra tentar criar novamente o hábito de escrever eu tenho usado a regra dos 5 minutos. Eu anotei sobre isso em meu caderno pra sempre lembrar e minha amiga também achou interessante. Então  eu resolvi escrever sobre esse truque que eu tenho usado muito.

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A regra do 5 minutos funciona assim: Quando você tiver que fazer algo mas não está nem um pouco afim você diz – eu prefiro dizer porque parece mais real, mas você pode pensar: Eu vou fazer tal coisa por 5 minutos e depois eu faço o que eu quero. Por exemplo: Vou escrever alguma coisa por cinco minutos e depois eu assisto meu seriado. Acaba que as vezes você gasta muito mais do 5 minutos e cumpre uma tarefa. O legal dessa regra é que você acaba percebendo que na verdade você só precisa de um começo, depois as coisas fluem normalmente.

Eu só espero que seu 2017 seja cheio de coisas boas e realizações, principalmente aquelas de 5 minutinhos…