Hope


Se tem algo que eu aprendi a valorizar esse final de ano foi ter esperança. Eu não sou do tipo que a perde, mas aconteceu esse final de ano, para ser mais certo por volta de agosto e setembro. O motivo eu explico mais abaixo com a continuação. Mas perder a fé( não gosto muito dessa palavra, é muito cheia de significado) ou a esperança é fácil, principalmente quando nós passamos por dificuldades. Eu fiquei triste por uns tempos, o que é normal.  Mas não é sobre isso que eu quero falar nesse texto de final de ano. O que eu quero falar é que as vezes achamos a esperança. E esse texto é sobre isso.Processed with VSCOcam with f2 preset

Em momentos de escuridão da nossa vida, quando tudo parece que não vai melhorar e perdemos a esperança. Mesmo que não seja a nossa natureza. Eu por muito tempo achei que tudo não ia ficar melhor. Que estava fadado a um destino nada agradável. Eu tentei curtir a vida. Então um belo dia, eu e um amigo fomos ao cinema. A complicação tinha acontecido a 1 semana e agravada por snaps de uma festa de aniversário. Eu estava mal. Logo após a sessão, fomos até a livraria. Sempre faço isso. Conforta-me. Por mais que tenha 20 anos eu sou um eterno adorador de leitura juvenil. Foi ela que me inspirou a escrever. Então faz bem voltar as origens. Correndo os olhos sobre as prateleiras de livros. Vi a série, onde tudo isso daqui (o blog, os textos, Juiz de Fora -pra mim) aconteceu. Podem rir, mas Poderosa do Sérgio Klein foi o começo de tudo. Ele me inspirou a escrever sobre a minha vida, criar histórias e meio que fugir de todo esse mundo.  Encontrei os Poderosa 1,2,3,4,5… e incrivelmente o 6!

Você não deve estar entendendo nada né? Mas o Sérgio Klein morreu logo após o lançar o Poderosa 5.  O que me deixou bem triste, por dois motivos: perdi um ídolo que sem ter a oportunidade de conhecê-lo e dois porque a história de Joana Dalva não poderia terminar daquele jeito. Então em um momento que eu precisava de ter esperança novamente. Estava lá, na minha frente. O destino dizendo pra mim: Ainda não é o ponto final, a história continua. Nem, mesmo a morte pode pará-la. É extremamente bobo se você para para pensar. Mas quando eu vi um livro publicado, dizendo que teria uma oportunidade de um final diferente para algo que foi dado como encerrado. Me fez criar forças suficientes para seguir em frente.

Então essa é a minha mensagem de 2014 para vocês e o desejo para 2015: Tenham esperança, mesmo que tudo pareça terminado. A vida pode te surpreender e te mostrar que as coisas não são bem assim.

Com carinho,

Luiz (Estudante de Arquitetura, mas eterno pseudo-escritor e autor do blog)

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(Se você quiser saber  tudo o que aconteceu só continuar com o texto abaixo)

Eu não faria vocês lerem toda uma história para chegar no final porque o texto já está enorme. Mas devo isso a quem se interessou. Se fosse há algum tempo atrás eu até escreveria, mas não. Bem, vocês devem ter percebido que os textos ficaram meio tristes de repente. Então, irei contar-vos o que aconteceu. Preciso deixar isso público. Não usarei os nomes mas usarei as inicias das pessoas (Ma, Me, O, W) para tratar dos assuntos e muito provável (C, AP, R, J, A, B, L, G tem gente aqui que começa com a mesma incial e que eu não quis criar novas siglas- quero deixar aqui o meu “obrigado” por me aguentar viu?) pra outras pessoas. Quero deixar claro também que esse é o meu lado da história, e como todos sabemos uma história tem vários lados, mas nenhum deles imparcial.

Tudo começou algumas semanas após o inicio do semestre. As coisas não andavam bem com Ma, Me, O, W. Na minha cabeça era só uma fase que iríamos enfrentar, com alguns acertos, claro, mas iríamos superar, juntos. Nem eles sabiam que eu estava tentando melhorar, fazia um tempo, mas pra se mudar velhos hábitos não é algo que se faça da noite para o dia ou em alguns poucos meses. Demora, temos recaídas, mas continuamos tentar fazer o nosso melhor no nossos limites ( uff, vocês não sabem o quanto é bom poder ver isso expresso). As coisas pioraram muito com os trabalhos da faculdade, muito. Eu fiquei bastante mal, mesmo. Não consigo lidar com coisas que estão além do meu alcance e vê-las acontecer sem poder fazer nada. Foram algumas aulas tendo ataque de pânico (sim, tive dois para ser exato) e muitas sensações de vômito, por ansiedade. A situação ficou insustentável.

Como nesse ano eu aprendi que tudo pode tentar( depois do que aconteceu tive que acrescentar o “tentar” a frase) ser resolvido em uma conversa sincera. Mandei uma mensagem inbox para (Ma, O e W) que não responderam, o que por mim, significou que não queriam conversa. Para a minha surpresa (eu tinha planejado ir no cinema com R), na segunda-feira vieram com “você disse que queria conversar com a gente”- Custava ter me respondido no Fb? Não. Poderia ter começado a conversa por aí, mas não. Resolvi manter a calma e tentar resolver as coisas. Acabei perguntando o que eu poderia mudar e por aí. No inicio fugiram a resposta, fiz a mesma perguntar uma segunda vez. Então começaram a falar e não me deram tempo ao menos de me defender. Afinal não ia interrompê-los porque para isso seria necessário eu levantar a minha voz, o que geraria mais problemas. Lembro de exatamente tudo que foi dito, de tanto as frases ficarem voltando a minha cabeça e dos repetidos sonhos com a situação. Características minhas, algumas até que são bem verdades, outras são porque as pessoas não me conhecem ( o que ficou bem, claro). Mandão, se sente superior, acha que é dono de tudo foram algumas delas. Além disso foi pedido que eu saísse do grupo de trabalhos e que não corresse atrás deles e que quando e se eles achassem interessante poderiam rever a amizade, mas por enquanto tudo estava acabado. Relações somente profissionais. Ouvi tudo sem replicar muito, até porque não existia nada no mundo que os fizessem mudar de ideia. E assim começou tudo, não tive nem tempo de cair direito para ter impulso de levantar de seguir em frente. No mesmo golpe tive que levantar, achar outro grupo e seguir com a vida. Aí entram R, AP, C, J que me suportaram.

Tenho que dizer um obrigado Especial para R! Obrigado mesmo, por me aguentar tanto, mas tanto e estar de dando apoio logo após tudo acontecer. AP e C, obrigado a vocês também, mas talvez superior ao obrigado eu tenho que dizer “Me desculpem por ser grosseiro e ter gritado com vocês antes de uma entrega do projeto” queria ter sido mais humilde e mais corajoso para dizer isso nos olhos, mas falhei nisso também ( sou cheio de imperfeições, e mais do que ninguém eu sei delas). J, obrigado por sair comigo e me fazer companhia. L o que dizer te ti? Obrigado por achar um espacinho na sua agenda lotada para socorrer um amigo em apuros! A e B, obrigado também por vocês estarem comigo nesse final e me tirar risos.

Sobre Me, tudo foi muito mais estranho. Temos nossas diferenças e eu nunca pensei que acabaríamos desse jeito. Foi uma mensagem de whatsapp não respondida e depois outra e depois mais outra. Não me procurando e assim foi o final. Sem mais, sem menos. Sem uma despedida digna. Logo você que eu estimava tanto, mas eu não tinha mais força para ir atrás de ninguém. Sinto por isso.

A todos os outro, que também estiveram presente na minha vida nessa reta-final, obrigado. Obrigado mesmo. Acho que vocês vão até ganhar presente do Papai Noel de tanto aguentar o chato de galocha aqui! 😉

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2 comentários sobre “Hope

  1. Feliz em ver um post assim seu. Puxa, já não me lembrava que você escrevia tão bem! Acho que, quando escrevemos sobre nós mesmos, tudo soa mais próximo, senti isso ao ler seu texto. Que bom que pôde encontrar apoios humanos e “desumanos” (seja Poderosa ou o quê for), mas estes últimos às vezes nos preenchem de uma forma única, pois ainda que livros, filmes e músicas não saibam da nossa história, eles são capazes de nos acolher e de nos aconchegar magicamente. Colocar para fora alivia e esse alívio seu está perceptível. Que 2015 possa ser um ano mais leve para ti, meu anjo. Leve como você merece. Te conheço e sei que um jeito mandão, arrogante e superior não descreve a pessoa que você é. Torço muito pelo seu melhor. Grande beijo.
    PS. Você também não é um chato de galochas. Beijinhos.

    • Eu realmente não sei nem o que te responder, além de um sonoro “OBRIGADO!!!”. Obrigado por me ver desse jeito tão diferente e especial. Obrigado mesmo.

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