Chuva – Micro-conto


Era um dia comum. O aglomerado de pessoas andavam de um lado para o outro como se fossem formigas. Todas não se importando uma com as outras. As lojas estavam cheias, e as pessoas saindo e entrando das mesmas. O barulho dos vendedores ambulantes era insuportável com aquelas raquetes de matar pernilongos estalando propositalmente, e os anúncios aos gritos. Por mais que eu achasse que aquelas raquetes seriam um jeito de passar minhas noites matando pernilongos  me divertindo, a ideia caiu por terra. Com o tanto que os vendedores gritavam.

 

De repente o céu ficara preto. A multidão começava a se dissipar. A chuva começara a cair. Agora, as pessoas que antes andavam calmamente pelo centro do calçadão estavam se esgueirando entre uma marquise e outra tentando se proteger da chuva. O andar calmo das pessoas havia se transformado em um andar apressado entre uma marquise e outra. Um cara que estava correndo simplesmente não conseguiu parar e bateu em uma mulher jogando-a no chão molhado, deixando-a totalmente encharcada.

Incrivelmente os vendedores ambulantes haviam trocado as barulhentas raquetes de matar pernilongos por guarda-chuvas, em menos de cinco minutos. Os estalares das raquetes foram incrivelmente substituídos por gritos de propagandas dos guarda-chuvas, que naquele dia nunca fora chamado por esse nome. Os sinônimos utilizados eram os mais variados: GG, Barracas, Proteção total, em fim, eram muitos. Com uma velocidade ainda maior do que a da troca era como os guardas-chuvas eram vendido. Dez guardas-chuvas eram vendidos facilmente.

Um clarão. Tudo e todos haviam parado por alguns segundos. O silêncio só não era absoluto pois dava para ouvir o barulho dos pingos da chuva. Alguns olhos se fecharam. Alguns fizeram uma mini prece ou uma pedido. As crianças agarram seus pais. Logo depois ouve-se um estrondo. Era um trovão. Um trovão tão forte que assustou um pouco as pessoas. Mas depois tudo voltou ao normal. Os ambulantes voltaram a gritar, as pessoas voltaram a andar e dava para ouvir o passos delas sobre as poças d’água.

E assim a vida continua…

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